
Paulo Freire, educador por opção,
nordestino,brasileiro,romântico,
ouvinte das massas,generoso,poderoso.
Homem observador, humilde ,sofredor...
Sofrendo tirou de suas dores o perdão,
para si diante da raiva,do medo,da dor.
Aprendeu fazendo, e fazendo ensinou.
No seu olhar,no seu ouvir,compreendeu
o povo brasileiro,homens e mulheres.
Ribeirinhos, operários,pedintes,náufragos.
Por ser do povo saciou a fome centenária.
Deu ao povo a língua antes amarrada.
Tirou a venda dos olhos da alma.
Com perguntas cuidadosas,
fez o “milagre” de operar orelhas surdas.
Incompreendido e sufocado, jogado foi ao mar..
Mar do mundo, onde outros pescadores famintos,
o salvaram para o trabalho de continuar a aprender.
E este aprendizado nunca imobilizado na pura espera,
criou flores,frutos,perfumes,sedução,paixão,prazer.
Esse Adão chamado Paulo Freire, fez a Eva Brasil,
comer a fruta proibida e ser expulsa do falso paraíso.
E hoje nós seus filhos e descendentes,
continuamos sua obra no presente.
Que venham as bocas amargas, falsos profetas!
Deixem seu fel escorrer pela alma,
estamos atentos, estamos armados.
Não somos ingênuos... Não mais!
Pois a batalha iniciado com sua obra,
acordará o o gigante do hino nacional.
Sol Almeida
17/09/2008

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