Não há alegria, não esperança, não há nada..
No peito um coração bate descompassado
Noites longas e frias são minha sina noturna
Vagar em busca de algo perdido ..sonhos
Acreditar é algo irreal, não mais deixar viver
Isolamento..deitar em meu leito encolhida
Deixar ficar, abraçar-me e sentir o frio
Olhos fechados..boca seca...respiração tênue
Não pensar, não lembrar o que tive
Não desejar o que não tenho mais
Suspiros saltam de minha boca
Como lamentos vindos da alma
Preciso morrer..desejo morrer
Mas não posso dar cabo de mim
Tão simples seria...um só toque
E a decisão traria a paz mórbida
Sem sensações..sem medo
Apenas esperar o desfecho final
Carne de minha carne
Sangue de meu sangue
Nua.. despida de mim
Sem cor..cinza inerte...fria
Em meu sepulcro presencio os dias
Passarem , cortando-me
Castigando minha essência
Anseio a liberdade mas permaneço
Estática ..no limbo..como uma pupa
Fechada em meus sentimentos
Uma proteção árida.. Semi-vida
Sou uma sombra que vagueia
Nada mais restou em mim....
Morta –viva agora sou assim...
Sol Almeida
18/06/2009
Do que é preciso, precioso, precisado
Há 11 anos



