quinta-feira, 5 de março de 2009

Existência amarga


Na calada da noite
Sinto calafrios
Sem sonhos, sem sono
Encolhida e dolorida
Espero o amanhecer
Desespero goteja
Olhos vermelhos
Olhos fechados
Coração despedaçado
Sentimentos presos
Urro pungente
No fundo da garganta
Num corpo inert e
Um útero seco agoniza
Permaneço incólume
Na dor da solidão
Vida dilacerada,
Alma morta
Esperança esfacelada
Que amordaça minha boca
Que zomba de minhas fraquezas
Que sufoca minhas alegria
Transmutada em amarga tristeza
Aceitar a simples condição
De que nada sou... nada
Corpo inerte que vegeta
Vida aprisionada
No submundo do inconsciente

Sol Almeida
02/03/2009

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